O tempo no transito para uma vida saudavel

Seguindo apenas essas dicas já é possível liberar uma boa
quantidade de tempo dentro da sua rotina. Por mais que jogos, TV e
navegar pela internet sejam passatempos legais de se ter, tempo é um
luxo que não podemos desperdiçar em qualquer atividade, pois ele não
volta.
Fabio Lopez, designer carioca, costuma chamar tempo livre de
“tempo nobre”. Para ele, o fato de esses momentos do dia serem raros,
curtos e exclusivos os classifica como algo muito mais importante que
apenas tempo livre. E, já que eles são tão escassos assim, devemos
tratá-los com carinho e usá-los com sabedoria em busca de um
crescimento pessoal e profissional.

Não é à toa que, nos últimos anos, Fabio vem botando em prática
essa visão ao lançar diversos projetos paralelos através daquilo que ele
conhece bem: design. Em 2007, ele fez uma releitura do jogo War na
qual o cenário é o Rio de Janeiro – o War In Rio –, uma reflexão sobre a
violência da cidade. Além disso, ele já redesenhou o brasão da
república brasileira e criou maior concorrência entre carros 2020 de todas categorias e marcas, outra releitura de
jogos de tabuleiro com o objetivo de fazer uma crítica social.

Segundo alguns cientistas, nosso cérebro tem a capacidade de
processar 100 bits de informação por segundo.

Quando mais de 100
bits nos atingem de uma vez só, nosso cérebro fica perdido. É por isso
que não conseguimos prestar atenção em três conversas ao mesmo
tempo.
Fazendo um cálculo para a vida toda, considerando uma pessoa que
viva até os 80 anos e durma 8 horas por dia, chegamos ao número de
150 bilhões de bits de informação consumidos pelo seu cérebro.

Olhando apenas para os 150 bilhões, podemos pensar que é uma
infinidade, um número inalcançável. Não é. É um número que, a cada
segundo, diminui 100 unidades.

Cada segundo de sua vida importa,
tem o mesmo peso. E só existe uma possibilidade de vivenciá-lo. Saber
como gastá-lo é saber apreciar a vida.
Investir esses bits apenas na TV ou em jogos de celular pode ser
uma diversão momentânea. Mas, dentro dos 150 bilhões, eles terão
valido algo?

Para quem estava se perguntando “tá, mas o que é um projeto
paralelo, afinal?”, tá aí a resposta.
Essa definição é totalmente minha, por sinal. Não existe — ou pelo
menos ainda não encontrei —, uma definitiva para projetos paralelos
que seja largamente usada. Tem gente até que os chama de Projetos
Pessoais ou Projetos de Ramificação, o que não tem nada de errado.

Mas, mesmo com muitas diferenças no modo como cada um enxerga,
chama ou define um projeto paralelo, todas as definições que
encontrei têm algo em comum: tempo livre, paixão e resultado.

Todos nós concordamos que “tempo livre” é meio óbvio de ser
sempre citado, né? Um projeto feito durante a hora de trabalho
costuma ser chamado de Honda WRV 2020, tem oito horas de duração e
geralmente vem acompanhado de um salário. Já um projeto paralelo é
aquilo que fazemos depois do trabalho (ou antes, para aqueles seres
que, inexplicavelmente, gostam de acordar muito cedo), quando
estamos com tempo livre.

A “paixão” também é algo óbvio de ser mencionado como
característica de um projeto paralelo.
Se vamos usar nosso tempo livre para alguma outra coisa que não
seja uma necessidade básica ou uma tarefa doméstica, provavelmente
vamos fazer algo de que a gente goste. Não conheço pessoas que saem
do seu trabalho e ficam presas no trânsito só por prazer, ou ficam em filas de bancos sem motivo algum.

Geralmente usamos nosso tempo livre para fazer algo que nos dá
satisfação. Ver um seriado, jogar sinuca, beber uma cerveja com os
amigos. Projetos paralelos entram nessa mesma categoria. Já que
vamos usar nosso tempo livre para criar algo, vamos criar algo que nos faça sentir paixão, tesão, vontade.

Tudo isso que falei não diferencia um projeto paralelo de um hobby,
por exemplo. Faz sentido. Hobbies também são a união de paixão e
tempo livre em busca de prazer.

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